Yearly Archives - 2018

Prevenir bem para melhor viver

Jorge Humberto Guardado, cardiologista de intervenção, fala sobre a importância de estarmos alerta para os sinais que o organismo nos transmite. Paralelamente, reflete também sobre as mais-valias de que se reveste a Ecocardiografia de Sobrecarga – método de diagnóstico pouco difundido em Portugal. Sempre que falamos em doenças cardiovasculares (DCV), fazemos alusão à principal causa de morte em Portugal, aspeto que se evidencia pela frieza dos dados estatísticos que nos lembram que estas representam um terço da mortalidade, ano após ano. Igualmente chocante é que cerca de 80% da mortalidade prematura pelas DCV poderia ser evitada, fosse outro o comportamento da população. Perante a severidade de tal cenário, nunca serão demasiados os esforços em torno de uma cultura de prevenção, sendo essa mais-valia que Jorge Humberto Guardado, especialista em Cardiologia e diretor clínico da UCARDIO – Unidade Cardiovascular (com sede em Riachos, Torres Novas) tem enfatizado numa conjuntura em que se afigura difícil resistir a uma série de “fatores sociais”, sejam eles o poder que o marketing exerce nos consumos alimentares, seja a facilidade de acesso a “uma série de elementos limitadores da nossa esperança de vida”, de que o tabaco constitui exemplo. Recordando que “a prevenção das DCV é uma questão de educação para a saúde”, o nosso interlocutor defende que compete a toda a população deter “um conhecimento razoável sobre o nosso corpo e o mecanismo das doenças” a fim de que nos possamos efetivamente salvaguardar. Como tal, e salientando que é sempre a nossa longevidade e qualidade de vida que se encontram em jogo, o cardiologista de intervenção considera que esta é uma atitude que “começa em casa, com a família”, evidenciando-se em fatores como “as escolhas alimentares ou a forma como se pratica, ou não, atividade desportiva”. Claro que, em consonância com este papel ativo, acrescenta-se o contributo de outros agentes, nomeada-mente “as escolas, os centros de saúde, os médicos de família e outros profissionais de saúde”, bem como “os jornais, as televisões e o marketing digital”, em tarefas como o apoio a “digerir e incorporar informação” sobre hábitos preventivos. Posto isto, e ainda que “abaixo dos 35 anos, por norma, a grande maioria da população seja saudável do ponto de vista cardíaco”, Jorge Humberto Guardado acredita que é a partir desta faixa etária que os checkups devem começar a ser devidamente ponderados, “especialmente se as pessoas tiverem uma atividade física intensa ou quiserem praticar desporto”. Existem, ainda assim, situações em que a visita ao Cardiologista deverá ser efetuada mais cedo, como é o caso dos pacientes que nasceram com defeitos congénitos ou se fazem acompanhar do fator “hereditariedade”, contendo no historial familiar pessoas que faleceram prematuramente na sequência de problemas cardiovasculares.

Sinais de alerta

“Quando os sintomas surgem, isso significa que a maior parte das pessoas já atingiu um ponto de desequilíbrio no organismo em que a doença já se manifesta”, começa por avisar o diretor clínico da UCARDIO. É, como tal, desejável que o paciente possa antecipar a eventual manifestação de um evento agudo e “procure a ajuda de um profissional de saúde” a partir do momento em que se detetam fatores como a “elevada pressão arterial, o excesso de peso, os altos níveis de colesterol, a diabetes e o tabagismo”, cujo controlo se afigura essencial. Por outro lado, e no que diz respeito a sintomas mais graves de mal-estar cardíaco, importa mencionar a angina – descrita como “uma dor torácica no centro do esterno” que se manifesta quando “a pessoa desenvolve um esforço físico como, por exemplo, subir umas escadas”, podendo ser “estendível aos braços, pescoço ou à parte escapular”, o que constitui “um sinal forte de que a pessoa deve procurar ajuda médica para que se possa perceber se está a entrar num contexto de doença coronária – a mais comum e grave das patologias que se desenvolvem na idade adulta”, alerta o especialista. Nesse sentido, se a dor “for opressiva e fixa, aparecer de forma súbita, durar alguns minutos e for acompanhada de uma sensação de mal-estar ou de sudação”, ela deverá motivar uma ida imediata ao hospital ou, preferencialmente, uma chamada da emergência médica (112), na medida em que “poderá estar a acontecer uma situação aguda”. Caso tal não se verifique, será importante, ainda assim, “agendar uma consulta com o médico de família ou o cardiologista, de modo a que se possa perceber se existe algum problema cardíaco a desenvolver-se”. Outros sinais que jamais deverão ser ignorados são as “sensações de palpitação rápida”, o “coração muito acelerado” ou a “perda de consciência de forma súbita”. Já no que à dimensão cerebrovascular e neurológica diz respeito, Jorge Humberto Guardado defende ainda que se deverá prestar atenção a indicadores como “a alteração da força muscular nos membros” ou “a incapacidade ou alteração na articulação da voz”. Um último sintoma que merece referência e que motiva um elevado número de consultas é o cansaço que, embora grave quando se manifesta por insuficiência cardíaca, pode ter origem em doenças não cardiovasculares, como é o caso, por exemplo, dos problemas pulmonares e oncológicos ou da anemia.

Ecocardiografia de Sobrecarga

Vivemos, efetivamente, numa época de fácil acesso à informação e em que “os testes cardíacos de primeira linha são inócuos”, pelo que – longe de motivar qualquer dúvida – “fazer uma ecografia cardíaca, um eletrocardiograma ou uma auscultação cardíaca corresponde já a uma situação perfeitamente banal” e segura para o paciente, proporcionando “um diagnóstico interessante do ponto de vista anatómico e estrutural”. Comum à maioria dos exames mais avançados no universo da Cardiologia é a obtenção de valiosa informação sobre o paciente através de uma imagem cardíaca, cuja materialização é assegurada através de diferentes mecanismos, desde a utilização de um campo magnético (ressonância magnética) à emissão de ultrassons (ecografia) ou de radiação (tal como se verifica no caso das TAC e da Medicina Nuclear). É precisamente neste contexto que o especialista aproveita para questionar a persistência de “uma cultura que foi introduzida nos cardiologistas e que ainda permanece na sua formação”, à qual não serão alheias as diretrizes do Serviço Nacional de Saúde: nada mais, nada menos do que o predomínio da cintigrafia enquanto meio de diagnóstico preferencial (e comparticipado) na deteção de problemas cardiovasculares, nomeadamente da doença coronária. Por outro lado, e em alternativa a um procedimento que expõe o paciente a radiação, Jorge Humberto Guardado salienta as mais-valias da Ecocardiografia de Sobrecarga (Eco Stress), uma tipologia de exame “0% invasivo” que tem sido dinamizada em Portugal, de forma pioneira e corajosa, pelo prof. Carlos Cotrim (Responsável pelos Laboratórios de Ecocardiografia da UCARDIO e do Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa), bem como pelos cardiologistas que o admiram e se reveem no seu percurso. Fazendo referência a uma técnica “amplamente difundida em países como Espanha, Itália ou Suécia”, o nosso interlocutor é perentório na defesa de um meio de diagnóstico “fácil, simples, reprodutível e capaz de assegurar bons resultados”, que poderia contribuir para uma melhoria da segurança dos doentes da Cardiologia em Portugal, caso pudesse ser devidamente comparticipado e melhor divulgado no seio da classe médica. Adicionalmente, e para além de não exercer qualquer influência sobre o organismo do paciente (com a exceção da Ecocardiografia de Sobrecarga Farmacológica, mediante a qual é administrado um fármaco com a finalidade estimular o coração de um doente que não possa efetuar o Eco de Stress habitual em Esforço), este corresponde a um método cuja utilidade em muito extravasa a deteção da doença coronária. De facto, a Ecocardiografia de Sobrecarga permite avaliar a existência e gravidade de patologias como a “doença muscular, a doença valvular ou a hipertensão pulmonar”, assumindo-se como um exame “que permite uma avaliação mais fisiológica e holística do ponto de vista cardíaco”, revelando-se também como uma valiosa técnica para monitorizar “a forma como o miocárdio contrai, como se comportam os apare-lhos valvulares, como as pressões pulmonares evoluem e se existe, ou não, isquémia”. A tais argumentos importa, por fim, salientar a extrema “acuidade” de um teste que, em termos de “sensibilidade e especificidade ronda os 85 a 90%, o que é ótimo”, conclui Jorge Humberto Guardado.

Partilha de saberes

Acreditando na necessidade de “comunicar com os pares” a fim de que se possam partilhar experiências entre profissionais, a UCARDIO dinamiza, num regime anual, sessões científicas que têm merecido a crescente aceitação da comunidade médica e da sociedade em geral. Concomitantemente, a III Reunião Clínica da UCARDIO (a realizar-se no icónico Convento do Carmo, Torres Novas, nos dias 16 e 17 de novembro) será subordinada ao tema “O Cálice Sagrado da Cardiologia” – numa referência à já mencionada Ecocardiografia de Sobrecarga. Mais, no entanto, do que refletir apenas sobre as mais-valias de uma metodologia de diagnóstico de inegável interesse para especialistas e pacientes, o evento pro-mete uma saudável “multidisciplinaridade” que proporcionará espaço a temáticas como a Hipertensão Pulmonar, a Insuficiência Cardíaca, a Morte Súbita, o Cansaço e os Pulmões, a Apneia do Sono ou os Desencontros Sexuais. Assim, e pa-ralelamente ao input de cardiologistas, será dado espaço para o testemunho de especialistas de universos tão díspares quanto a Urologia ou a Psiquiatria. Já a princi-pal novidade da III Reunião Clínica prende-se com a discussão de casos clínicos e a realização de “oficinas de trabalho” destinadas “a internos em formação ou especialistas mais jovens” que pretendam reforçar conhecimentos no amplo universo da Cardiologia. Fonte: http://perspetivas.pt/wp-content/uploads/2018/09/U-Cardio.pdf
Ler mais...

UCARDIO-Cardiologia diferenciada

Localizada em Riachos, a UCARDIO é a concretização de um projecto pessoal assumido em nome do especial carinho que Jorge Humberto Guardado, o seu mentor e Director Clínico, tem quer pela área da Cardiologia quer pela sua terra natal e região do Médio Tejo. Um serviço de proximidade e integrado Caracterizada pelos tratamentos diferenciados, pela elevada especialização do seu corpo clínico e pela política de proximidade, a UCARDIO é um espaço onde a Cardiologia é interpretada em sintonia com um amplo leque de especialidades médicas, na tentativa de proporcionar o melhor tratamento a cada utente. Parte significativa das pessoas que apresenta doenças cardiovasculares tem também outras patologias associadas, pelo que o seu diagnóstico e tratamento deve ser feito de forma integrada com todas as áreas de especialidade médica que estão envolvidas. A UCARDIO tem no seu quadro Cardiologistas diferenciados e com experiência em Cardiologia de Intervenção, Electrofisiologia/Arritmologia Cardíaca e Ecocardiografia avançada, que trabalhando em equipa podem proporcionar aos utentes as intervenções mais adequadas na doença coronária e valvular, miocardiopatias, insuficiência cardíaca e arritmias. Para além de um corpo clínico especialmente capacitado, experiente e sensível ao bem-estar do utente, este é um espaço que proporciona o essencial das técnicas no âmbito da Cardiologia de ambulatório - Eletrocardiograma, o Holter, o Registo de Eventos Cardíacos, a Pressurometria (MAPA), a Ecocardiografia e a Prova de Esforço. A UCARDIO pode também orgulhar-se de proporcionar uma tecnologia normalmente disponível apenas em contexto hospitalar e cujos méritos são já bem reconhecidos entre a comunidade médica: a Ecocardiografia de Sobrecarga, em nome da qual é exigido um importante investimento material e humano. A Ecocardiografia de Sobrecarga em Esforço caracteriza-se pela elevada sensibilidade e especificidade no diagnóstico, por comparação a uma simples prova de esforço. Consistindo num “método fisiológico”, trata-se de um exame especificamente focado na avaliação da doença coronária mas que também tem a vantagem de simultaneamente poder ser utilizado para identificar e estratificar patologias como a doença valvular, a miocardiopatia hipertrófica, a hipertensão pulmonar ou a existência de gradientes intraventriculares, uma entidade subdiagnosticada e que motiva muitas vezes queixas e /ou alterações na prova de esforço (só com ECG) em adolescentes e jovens adultos desportistas. Sendo uma técnica que permite analisar o paciente enquanto este exerce um esforço físico análogo ao da sua vida diária. Mas outro dos importantes argumentos a favor desta tipologia de exame não-invasiva reside no facto de não incluir radiação (teste “verde”, amigo do doente e do ambiente) contrariamente ao que se verifica com outras opções de análise como é o caso da cintigrafia de perfusão do miocardio, esmagadoramente utilizada no nosso país. É muito mais simples – e melhor para o doente – se utilizarmos métodos que não façam mal às pessoas, de acordo com o influente cardiologista, Prof. Carlos Cotrim, que foi pioneiro na utilização da Ecocardiografia de Sobrecarga em Portugal e na Europa e cujo contributo profissional se afigura como uma incalculável mais-valia para a UCARDIO. A excelência dos serviços proporcionados na UCARDIO explica-se não apenas pela grande aposta em constituir uma equipa médica e técnica que conciliasse um currículo diferenciador e altamente especializado com uma filosofia e partilha de valores comuns. Fazendo jus a todos estes elementos, esta corresponde a uma das poucas clínicas em regime de ambulatório distinguidas com a certificação ISO 9001 (Sistemas de Gestão de Qualidade), tendo sido uma das primeiras a obter esta insígnia, no ano de 2012. E porque é intenção chegar cada vez mais longe no universo da Cardiologia, a clínica já vai para a realização da terceira Reunião Médica Anual com a Medicina Familiar da região e brevemente dará início à realização de projetos de formação e investigação científica, fortificando-se, passo ante passo, o compromisso que este espaço de saúde assumiu com o bem-estar da sociedade. * Cardiologista de Intervenção, Director Clínico - Ucardio
Fonte: https://omirante.pt/semanario/2018-05-03/especial-saude/2018-05-03-UCARDIO-Cardiologia-diferenciada
Ler mais...

“Os hospitais do distrito não têm condições para tratar urgentemente doentes cardíacos com enfarte agudo do miocárdio”

Jorge Guardado, médico especialista em cardiologia no Hospital de Leiria e na sua clínica privada em Riachos, concelho de Torres Novas, vive entre bisturis e cateteres há cerca de 11 anos. Um apaixonado pela profissão que sempre conseguiu lidar com a pressão de ter nas mãos a vida dos seus doentes. Nascido e criado em Riachos, Jorge Guardado passou uma infância feliz jogando à apanhada, ao berlinde e ao pião e dedicando-se aos estudos. “Sempre fui aplicado e tinha boas notas”. E não foi só na escola que se destacou com bons resultados. Também no futebol mostrou ter jeito para a bola tendo pertencido à selecção distrital de sub 15 e jogado nos juniores da Académica de Coimbra. Foi na altura em que, com 16 anos, foi viver para a cidade dos estudantes e terminou o ensino secundário. Entretanto, como tinha notas elevadas, decidiu concorrer para medicina e entrou. Terminou o curso em 1995 e foi fazer 18 meses de internato geral nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), período obrigatório para adaptação à vida profissional e para que o médico pudesse escolher que especialidade seguir. Quando terminou, fez o primeiro exame de acesso à especialidade no final de 1997 e entrou para medicina interna (internato complementar) nos HUC mas não chegou a terminar. Decidiu retomar os livros e escolher outra especialidade que mais tivesse a ver com ele. Concorreu e entrou finalmente no internato de cardiologia no Hospital Garcia da Horta, em Almada, especialidade onde viria a vingar. “A cardiologia é muito especial pois, trabalhamos com um dos órgãos vitais do corpo humano, o coração”, diz o médico de 46 anos. No último ano de internato, após ter ganho uma bolsa da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, esteve no Hospital Universitario Rey Juan Carlos, em Madrid (Espanha) para formação e treino em cardiologia de intervenção. Em 2006, realizou o exame final e acabou com nota máxima. A partir daí, continuou no Hospital Garcia da Horta como cardiologista, tendo-se dedicado especialmente à parte da intervenção cardíaca por cateterismo cardíaco, e abriu também a sua clínica em Riachos, que conta actualmente com quatro cardiologistas e várias outras especialidades. Hospitais da região sem salas de cateterismo e intevenção coronária Jorge Guardado não tem dúvidas em afirmar que o número de cardiologistas com mérito é elevado, mas, neste momento, nem o Hospital de Santarém nem o Centro Hospitalar do Médio Tejo têm apostado nessa área. “Os hospitais do distrito de Santarém não têm nem cardiologistas de intervenção nem salas de hemodâmica para tratar doentes coronários”, afirma, referindo que, geralmente, os pacientes são enviados para os estabelecimentos de saúde de Lisboa o que “atrasa o tratamento no momento certo e gera altos custos para o próprio Estado”. Para o médico de Riachos, não faz sentido os estabelecimentos de saúde do distrito abrangerem mais de meio milhão de habitantes e não terem uma sala de intervenção cardíaca para resolver de uma forma rápida os problemas dos doentes coronários, sendo esta uma das doenças que mais mata em Portugal. “Custa-me bastante estar aqui perto do Hospital de Santarém e do Centro Hospitalar do Médio Tejo e ter de ir até ao Hospital de Leiria para tratá-los porque enviaram os doentes para lá”, admite. Alegrias e tristezas do exercício da profissão Histórias é o que não falta ao médico de 46 anos que já chegou a fazer num ano 330 intervenções cardíacas por cateterismo e mais de 500 diagnósticos. Uma vez, conta, foi chamado para uma urgência no Hospital de Leiria. Era um jovem militar de cerca de 30 anos que tinha tido um ataque cardíaco em Tomar e quando chegou ao estabelecimento de saúde estava quase em morte clínica. Felizmente, em poucos minutos conseguiu-se desobstruir uma das artérias principais do coração e o jovem salvou-se. Hoje, e porque teve uma recuperação brilhante, não se encontra nos exames complementares nenhuma sequela visível daquilo que lhe aconteceu. Mas também há histórias infelizes para contar. Uma vez, recorda-se, foi transferido um doente de meia-idade do Hospital de Abrantes para Leiria numa situação de choque cardiogénico (falência já completa do coração). A intervenção cardíaca durou cerca de três horas e quando terminou, já depois de reposto o fluxo da artéria coronária “entupida”, o doente teve uma paragem cardíaca na sala e não sobreviveu. Fonte: https://omirante.pt/semanario/2018-01-04/identidade-profissional/2018-01-03-Os-hospitais-do-distrito-nao-tem-condicoes-para-tratar-urgentemente-doentes-cardiacos-com-enfarte-agudo-do-miocardio
Ler mais...